
Muitos não aprenderam o que é realmente viver, o quanto podem ser duros seus passos, o quanto é triste suas manhãs cinzentas e o quanto tudo isso pode está fora de eixo.
Ainda não viram do amanhã um mundo decadente, dilacerante e doente. Não enxergaram o olhar perdido do próximo, o sentimento sôfrego daquele que lhe encara com um sorriso forjado no rosto. Muitos estão dando a última gota de suor em troca de uma sombra para simplesmente deixar-se levar.
Os ponteiros do relógio rotineiros movimentos que marcam tuas tristezas, que guiam tua rotina e ti prendem ao lado sombrio e curto do que é viver. Os sóis que não lhe encantam, as manhãs que perdem o brilho, os pássaros que já se encontram calados, as estrelas que não mais enchem teus olhos de luz, teu mundo cinza, tua verdade crua e nua.
Soa uma voz dentro do peito… – “Por onde anda toda beleza, o que fez dos encantos que se espalhavam detalhando teu mundo? O que fez do teu olhar? O que fez com você?” – E mais uma vez, silencio…
Não são as flores que deixei morrer, não é o vento que não mais me inspira, não é o sol que perdeu o calor em me aquecer, é meu coração meu coração que perdeu a esperança de um novo amanhecer. Os caminhos que torturaram meus pés, os espinhos que penetraram minha pele e o mal que sucumbiu a doçura que se encontrava no meu caminhar… Foi o tempo, maldito que levou o que antes me fazia sorrir, foi esse tempo inflexível que desfez com seus ventos cruéis o sorriso incandescente de meus lábios esperançosos… Um mal que tomou posse do que antes era vida dentro de mim…
“E eu fico olhando fixamente para o céu em busca de uma resposta…” ♪
Poxa vida ! Que post divino !
Como sempre tudo perfeito aqui. s2′
Muuuuito bom seu texto. Mesmo, mesmo, mesmo.
Daqueles que, pra quem realmente lê, não tem como não ficar pensando depois. Tens um talento.
Lindo mesmo, Beki!
Maravilhoso este texto!