Todos.

Limito-me, pois não há diferencial no amor

coracao

Imagens de pesadelos que me assombram entre os medos, marcas que se abrem palavras que se repetem cenas iguais, repetidas intermináveis… Dores que sufocam, desarmam, despedaçam.

Um misto de não crer que ouvi dessa vez de você, aquela decepção inacreditável quando vê quem a comete; um querer não crer, por saber não agüentar mais marcas que ti fazem sofrer; ver que de todas as batalhas perdi e com elas um pedaço de mim.

Como agora, daqui por diante poder acreditar, que tudo vai ser diferente algo ainda irá mudar num futuro que não chega e que se bem posso dizer jamais irei alcançar?

Até onde vai as “boas intenções”, – (que de boas nem mais a forma de referir), das pessoas que em sinceridade ridiculamente forjada ti tiram do rosto o sorriso calmo de um dia raro?

Tantos medos que carrego tantas marcas no peito que tento esquecer, eram tantos passados que se tornaram pesadelos é um evitar tanto pra não sofrer, que é inacreditável como não posso fugir!

Limito sentimentos do meu peito, por não ter que passar por passados negro; limito sentimentos para não poder sentir a dor correr entre as veias, o vazio invadir e nada, nada construído persistir, limito minha vida ao extremo por saber que no próximo não vou conseguir seguir adiante e voltar a sorrir; porque eu sei que só entenderá essas palavras que aqui escrevi aqueles que carregam marcas que é impossível inexistir, aqueles que sentem na pele, na alma na vida a dor que sinto por dias e dias a seguir…

É doer, quando vejo apaixonar; é não querer mesmo sabendo que vou amar; é evitar qualquer sentimento de esperança por saber que nada vai mudar; é uma dor existente difícil de apagar que veio com o tempo, sem deixar, que invadiu minha vida e me fez paralisar, naquela palavra, naquele momento, naquele dia… Não é deixar de acreditar na capacidade de mudança, não é mostrar a capacidade de acreditar em mim própria, é deixar acreditar que existe solução pra uma dor que meu ser hoje já não comporta solução pra um medo um receio que não me deixa… Acreditar em mim, eu acredito… Mas não há crença diferencial num amor que me faz marcas imortais; não a crença num sentimento capaz de destruir qualquer mágica que existia, qualquer alegria que invadia… Não a crença num sentimento que não nego que é belo, magnífico, puro e necessário, mas que hoje faz de mim eterna prisioneira dos meus piores anseios, prisioneira do meu passado…

 

 

…não sei que diferença pode ter num amor que me faça sofrer, ou seremos hipócritas em afirmar: ‘amar e sofrer são linhas tênues que temos que sobreviver!’ Qualquer sofrimento anula diretamente a essência de um bem que o outro por si pode lhe proporcionar, sendo assim sofrer não está em amar e amar não quer dizer sofrer… Mesmo que haja caminho entre eles não há formulas que se explique que um aplica-se ao outro…

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7 thoughts on “Limito-me, pois não há diferencial no amor”

  1. Que textos mais lindos são os seus moça 🙂 Algumas vezes coisas acontecem e acreditamos que “nada será como foi um dia”, “nunca encontrarei alguém como você”, “nunca mais viverei algo tão bom assim”. Perdas são insuportáveis e um fim sempre será um fim, e isso machuca, sufoca e desespera. Mas acho que é a ordem natural das coisas, por mais injusto que pareça só o que nos resta é esperar que o ar seja mais leve e menos devastador. E é uma tarefa bem difícil essa de esperar e o passado sempre nos convida pra um passeio de nostalgia, não é mesmo ^^

  2. Olá,tá ae uma pessoa de responsa,mandou bem o recado,amar é sofrer,mas será que sempre precisa ser assim,dae nos vem a cabeça Jesus Cristo,que nos amou e sofreu por nós até os seus últimos dias…amor é isso somente?..gostaria de ter a resposta,digamos que por trás do sofrimento exista uma resposta,tudo esta escrito entre linhas,existem “signos” que devemos ao menos tentar desvendar,é dificil,mas quem disse que amar é fácil,quem diz que é fácil está mentindo.Então o que vem primeiro o amor ou o sofrimento?Talvez o sofrimento porque mentimos a nós mesmos que amamos.E o que desencadeia isso?Quem sabe a carência,é a culpada de todo o sofrimento,pq nos perdemos querendo supri-la.Dae onde fica o amor diante disto?Escondido por trás do egoismo de ser correspondido…
    Linda,o assunto é extenso por demais,para mim,mas acho que pude deixar minha visão ae,achei ótimo o que li aqui,e tbém tô adorando suas visitas…um beijo enorme!!!Obs.:inspirei-me com seu assunto,vou escrever algo em sua homenagem em breve,passe lá e verás…

  3. Será que te segui? rs

    Todos nós temos marcas do passado,cicatrizes.É deixar que o tempo cure.É acreditar,mesmo sendo difícil,que vai passar.
    E,sabe,eu não acho que amar seja sofrer,não que seja pra ser assim.Se você ama e é correspondida,é pra trazer felicidade,mãos dadas e canto de pássaros.Mas,se assim não for,é pra esquecer,pular do avião,mas com pára-quedas.

    beeijos ;**

  4. bem, belo texto.
    profundo, triste. é um desesperado calmo.
    é verdade que essa antitese entre amar e sofrer é o q agita a alma humana.
    mtos desistem de amar por terem medo de sofrer.
    nunca iremos entender e talvez seja a esperança de q o proximo amor ñ nos faça sofrer que continuamos nos apaixonando.
    estou te seguindo, 🙂
    me apaixonei pelo seu blog *.*

  5. “Um misto de não crer que ouvi dessa vez de você, aquela decepção inacreditável quando vê quem a comete; um querer não crer, por saber não agüentar mais marcas que ti fazem sofrer;” “porque eu sei que só entenderá essas palavras que aqui escrevi aqueles que carregam marcas que é impossível inexistir”

    perfeito… na verdade, imperfeito, esse amor que machuca, que não é amor…
    descrensa… entendo…

    não tenho muito a falar… senti..

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