Todos.

(F)oi (I)mpossivel (M)udar

Prometi não mais chorar, nem implorar. Prometi seguir, ser firme no que escolhi ser ou no que foi me dado acreditar. Recebi a frieza, a distancia como propriedades de uma personalidade e essência só minha, e por ser tão minha tornei-me egoísta ao dividir o que me rasga por dentro.
Foi descrito por mim, a solidão, ou a solidão descreveu-me como sua melhor personagem? Já não sei bem, quem escolheu quem, sei que estou prisioneira de um defeito mundano que tanto desfaço aos que rondam a minha volta, quando dentro de mim só se faz precipícios e ecoam as vozes de uma solidão impregnada de minhas melhores frases.
Escorrem lágrimas no meu rosto perturbado, um rosto que mal reconheci hoje cedo no espelho, uma imagem de alguém, um alguém que não me pertencia. Características do caos, da alma, do coração…
Aquela que a muito conseguiu desbravar os furacões, aquela que sempre foi a primeira a se por a frente de todos para que os estilhaços batessem em si própria para amenizar a dor alheia; aquela que sorria enquanto uma cratera corroia o seu melhor… Aquela mesma de sonhos infantis, que todos conheciam pelo sorriso doce, pela meiguice; aquela que hoje se agarra a qualquer detalhe que faça sua vida ter sentido aquela que desconhece o próprio olhar no espelho que procura vestígios de alguma lembrança que desperte algo doce em sua nostalgia, aquela mesma, perdida por amores não correspondidos, por falta de considerações, por detalhes que na verdade só fazia sentido para si próprio, e que hoje espera só por amor.
Cansei de carregar o fardo de estar sozinha, cansei de idealizar algo que não me competia, fatigada por um caminho escuro, cruel, amargo… Se plantar é colher, depois de tanto plantar cadê a colheita que tenho por direito e dever?
Quero amor, quero ver o amor crescer..quero plantar, colher… Quero viver, sabe? Simplesmente viver?

Já não consigo respirar, não consigo mais olhar o mundo, as pessoas com o mesmo olhar, e mesmo que isso seja amadurecer uma etapa que se faça crescer eu não consigo mais seguir, assim sozinha...

 

PS: eu devia uma explicação a aqueles que tanto me seguiram aonde eu fosse, por tantos diretórios, por todas as fases incoerentes, por todos os textos absurdos, ás vezes contraditórios e fugidios de qualquer lógica. Eu devia uma explicação a aqueles que tanto estenderam “as mãos” para acrescentar sabedoria a minha vida, mesmo quando muitos se viam sem palavras. Eu devia, devia uma explicação… Não decreto o FIM propriamente, mas por agora devo parar, parar de  semear meus desconcertos por aí, pra ver se alguma coisa muda aqui dentro, aqui na caminhada, na minha vida.

Voltarei, quando estiver recomposta, quando houver uma resposta pro caos cessar, voltarei a publicar… É com lágrimas nos olhos que eu digo, até breve.

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