Todos.

Ao Alcance dos olhos

Ao alcance dos olhos, a chuva, o amargo, o nublado do céu. Ao alcance da mente, o impalpável os sonhos frustrados, esquecidos largados naquele chão. Ao alcance do coração a solidão, os estilhaços o passado, tudo que foi em vão. Ao alcance da alma o abismo de decepções.
E lá vem novamente, o vagar da mente na multidão, vem novamente à busca incessante do olhar acolhedor, da parada do tempo… do amor. Vem mansamente, no trilho do vagão, vem calmamente junto com a solidão.
Certas coisas não passam certas marcas não apagam certos momentos não se descrevem e certos sabores; preservamos entre nós e a sós diluímos o que dele há de melhor. (…)
A frieza que tudo tomou o amor que nada suportou a dor que no fim restou… Lembra dela? – que esperaria ali na janela até o sol raiar? Lembra dela aquela mesma da velha varanda a ti esperar? Lembra dos planos e sonhos a noite ao luar, lembra da música no piano a lhe dedicar?   (…)
Velhas lembranças na multidão, velhos estilhaços largados no chão, mesmice em dia de chuva. (…)
Ao alcance dos olhos? Uma flor. Ao alcance da verdade? Uma dor. Ao alcance da saudade? Meu amor.

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4 thoughts on “Ao Alcance dos olhos”

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