Todos.

Me desculpe se eu não consegui te dar o mundo

 Nunca imaginamos quando as coisas estão prestes a pontuar um fim; nunca observamos o correr do rio pro final de um lago acumulado e exacerbado de detalhes, no correr de tudo observamos o caminhar, o outro, a nós mesmo mas nunca ao que nos acrescenta, ao que está conosco nos passos, nos olhares, nos dias.

Talvez ignoramos os fatos que nos demonstram um final, o aviso de um término, o esvair de um momento, de uma história de uma vida; e ao ignorar deixamos de nos preparar pro inevitável. Somos pegos de surpresa, surpreendidos por uma natureza ruim, que destrói o que nos alicerçava, nos fazia melhores, encontrados em nós mesmo, e íntegros de nossa situação. Como sempre dizem, nenhum mal vem desacompanhado, trás consigo sucessivas perdas, sucessivos desastres e dores. Deixamos de sentir, de pressentir; deixamos o medo dominar, a falta destruir a incerteza perdurar no lugar da esperança de algo melhor, no lugar de enxergar na escuridão algo que nos conforte.

Procuramos indício de um erro, de uma má interpretação, indícios que conforte, que traga de novo a esperança, o sentimento as lembranças. Procuramos meios de nos auto iludir só para que a dor alivie um pouco mais, só pra que o machucado doa um pouco menos. Nos procuramos no meio dos destroços, só pra entender o que existia de nós mesmo ali, naquele caos e se o que existe é realmente originalmente nosso. Procuramos caminhos pra driblar de outras dores, dos vários espinhos de uma história; lembramos dos momentos doces, dos sorrisos e percebemos que isso dói ainda mais, porque no fundo nos bastávamos e hoje, amanhã talvez sejamos estranhos novamente.

A vontade que fica que ecoa é de evaporar, morrer mesmo, aliviar de vez a dor, esquecer os medos, deixar de sentir talvez o inexistente. Deixar de lembrar de uma história, de um sorriso de um olhar, ser esquecida. Não fazer mais parte de nada e ser egoistamente inalterada pro tempo. E que o tempo, me dê um pouco pra que ninguém mais se lembre que estive aqui. A vontade que não fica, que não expande que deixa de existir.

Porque às vezes nem percebemos quando tudo vai acabar, mas acontece que ele simplesmente acaba sem avisar.

“Sabe aquele dia no farol
Quando você mentiu pra mim
Dizendo que era pra sempre
Agora me ligar, falar que não dá mais
É difícil de entender e eu fico sem saber

(O que vai ser de nós)
Me desculpe se eu não consegui te dar o mundo
(E o que vai ser de mim)
Sem teu calor aqui
(O que vai ser de nós)
Deixa o mar levar pra longe todo mal que existe
(O que vai ser de mim) “♪

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