Diário de Bordo, Todos.

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É lamentável, quando a ficha cai, quando o barulho dela lhe faz acordar e enxergar que nada daquilo que você imaginava fazer bem, é realmente verdadeiro. Seus desenhos pobre de detalhes; suas descrições desejosos de novidade; seus pensamento torpes e cheios de você mesma. Nenhuma inovação, nenhum amadurecimento, ao contrário é a mesma de sempre; os mesmos medos, os mesmos sonhos infantis, a mesma descrença no futuro, a mesma lamentação suja.

Você percebe que foi tempo jogado fora, que foram luas desperdiçadas, que foram minutos.. Foram horas…

Novembro chegou, o “doce novembro” de muitos, o novembro que pra mim continua o mesmo de 10 anos atrás, o mesmo novembro que à poucos dias vem me parabenizar com mais um ano de vida completado. Esse mesmo novembro chuvoso, morto, sem esperança, sem novidade, sem vida. Bom, vida – quão relativo possa parecer -, aonde se meteu se aqui não apareceu nem para me fazer feliz?

Egoísta, aí sim você percebe o quão egoísta continua a ser; só fala, fala de você mesma, só chora por você mesma, só lamenta por você mesma, só grita horrores pra você mesma. Será? – Será, que tudo ao seu redor continua morto ao seus olhos, há você, a sua vida (morta)?

Não sei a quantas anda os passos em falso, que faziam parte dos arranhões que ti levaram a um meditar enriquecido por ideais inovadores; não sei bem se ainda há espinhos que possam causar tanto dor, como um dia fez esse rombo no seu coração; não sei nem quantas curvas se passaram até esse estatelar da realidade bater a tua porta fria, sem pudor. Quantas idéias de mudança você teve? E quantas realizações você obteve? – Nada, nenhuma. Pobre infeliz.

E aqui está mais um ano da falta dela, irá se completar. Mais um ano se contradizendo, e dizendo a si mesma que a felicidade virá. Aqui, mais uma vez, perdida aos pensamento mais ensandecidos, desejosos de acreditar que um dia ela existiu. E aqui novamente esta à se perdoar, por tudo que deixou de fazer: por medo. Por tudo que largou pra trás, com receio. Por tudo que fez, e não obteve. Por tudo que achou que não deveria lutar. Mais um ciclo está prestes a se completar, e tudo que resta aqui dentro são a loucuras, a infantilidade, o castelo abandonado, o piano, os cacos cortando os pés descalços no chão, a duplicidade vívida e cálida de um outro eu, de mim mesma, de alguém…

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