Diário de Bordo, Todos.

Não somos Marionetes

 Acabei criando um receio imenso de tudo aquilo que obtinha “Obrigatório” como lema principal. Desaprendi a entender que algumas coisas são necessárias na vida e até importante para que cresçamos melhores. Eram tantas coisas “obrigatórias” na minha vida, que criei o hábito de me manter afastada de qualquer indício e desaprendi mesmo, desapeguei ao hábito de entender. (Mau pra mim, eu sei). Bem que eu queria voltar e mudar, mas não tinha que mudar isso em mim, as pessoas que me rodearam é que tinha que passar pela metamorfose de pronunciar a palavra “eu ti obrigo”(ou não?). Hoje não gosto de sair, alguns dizem que não gosto de viver; mas muitos não enxergam quantas vezes saí só pra satisfazer uma vontade que não era minha. Não gosto de esportes, por mais vontade que tenha de aprender algum deles, cresci tendo que praticar, exercitar ao menos “uma hora por dia”. Acabava sempre me colocando no lugar daquelas crianças que ficavam no computador até tarde, que viviam na frente da televisão acompanhando algum programa, que saiam pra brincar e que faziam o que bem entendesse porque não eram “obrigadas” a manter uma rotina ou uma tarefa da qual não desejavam, ajudavam sim, mas ajudavam porque era divertido era legal e ás vezes era mostrado que aquela tarefa simples era importante, mas obrigados? Jamais.. Nem por isso, deixaram de crescer com limites, bem educadas e amadas.

 A difícil tarefa de ás vezes entender “você tem que fazer isso…”; mas porque? Eu poderia está crescendo melhor se não tivesse que fazer, poderia estar conquistando minhas coisas, caminhando mais longe e trazendo ao nosso meio vitórias e conquistas que fortificariam e melhorariam nossa convivência, nossa vivência. Mas não posso, porque “eu tenho que fazer”. 

Ás vezes não alcançamos nossas expectativas e aprendemos a lidar com isso, o que não aprendemos a lidar é com a critica de quem você não alcançou a expectativa dela, com sua decisão, com seu fracasso, com sua escolha. As pessoas não estão acostumadas a olharem pros outros e aceitarem os limites que cada um possuí, muitas vezes não estão preparadas pra aceitarem o fato de cada ser humano é único, e as diferenças terão que ser respeitadas. Não entendem que cada um, tem um limite, um sonho, uma fraqueza; e fazem ao máximo pra enfiar o dedo na ferida só pra ela abrir um pouco mais, achando que dessa forma as pessoas levantarão a cabeça e farão algo novo, diferente só pra agradar. Calma, não somos marionetes. Ás  vezes doí muito mais a critica das pessoas em nós, do que nosso fracasso, do que expor uma ferida, do que se passar por frágil. Doí infinitamente saber que você poderia ter feito diferente só pra aquela pessoa ser feliz com você, mas será que você seria você mesmo fazendo isso? As pessoas não estão acostumadas a olhar pra dor alheia até que essa a atinja também, como chamo isso? Desumanidade. Falta capacidade de se doar um pouco mais pelo outro, se por no lugar do outro e enxergar que as pessoas são diferentes. É desumano obrigar alguém há algo que ela não queira, é desumano jogar na cara de alguém a fraqueza, a diferença, ou uma característica que você não gosta. Está na hora de entender, que ninguém vive pro outro a não ser pra si mesma, e parar de julgar e criticar sem saber se aquilo seria a melhor escolha. Cada um sabe o que é melhor pra si, e como doí qualquer perda ou fracasso. Só não “obrigue” mais uma vez sentir a dor do que é fracassar pros outros também, do que é não ser exemplo, do que é ser apenas mais um na lista dos que você não admira. Porque pra cada um que fracassou, essa sensação basta pra arrancar um suspiro de dor. Atente-se em apoiar, em abraçar, em encorajar e nunca em criticar, em desprezar, em menosprezar. Porque ninguém sabe o quanto o doí, até sentir-se dolorido. Se é tão certo do que faz, atente-se em aprender a ser humano, pra depois aprender a apontar o dedo e julgar mais um. Saiba que o fracasso é um passo pra sabedoria quando bem argumentada, quando encorajada. Mas é um passo pro precipício quando a ferida é rasgada ainda mais.

Cuide-se, aprenda e aplique. Muitos sofrem pelo que você acha necessário.

 Não cuidamos do amor do outro porque julgamos inesgotável. É por não cuidar, que ele acaba.  – Carpinejar.

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