Todos.

Morri!

I write these words in blood, i write these words for you. This world deserves to finally know…”

  As escolhas podem ser dolorosas ás vezes, e eu a escolhi pra doer, e que de verdade? Doa muito! Eu nunca imaginei abrir mão das coisas, ou querer esquece-las como quando a morte chega e não tem nada mais a se fazer a não ser aceitar os fatos! E talvez aqui agora, olhando eu realmente provoquei a morte e a desejei como nunca antes teria feito. Em outras épocas poderia ter sido diferente, em outros anos eu poderia ter escolhido o mais comodo, o mais fácil, o mais aceitável ou até mesmo me rendido ao fato de continuar vivendo dessa forma, mas eu prometi que não seria assim e comecei, comecei pelo que dói mais pra logo anestesiar até não sentir mais! Há anos (talvez) minha solidão física tornou uma verdade absoluta, a anos (talvez) eu tenho caído e levantado sozinha e por diversas vezes quando olhei pro lado só haviam rostos que desconhecia. Há anos venho lutando contra minha psique doentia que teima em me mostrar a verdade mesmo eu tentando camuflar todas as brechas possíveis com verdades meramente inventadas. Se tem uma frase que não sai da minha mente, é aquela proferida pelo Kurt sobre queimar-se – “Melhor queimar do que apagar aos poucos.” (Kurt Cobain – Carta de Despedida); e se formos pensar é realmente melhor queimar-se por completo até o final do pavio e virar cinzas do que ir apagando, acendendo e apagando novamente num clico infinito e doloroso como quem quer uma tortura sem fim. E mesmo que você não esteja entendendo nada do que quero dizer, quero dizer que abri mão de falsos amigos, de números em rede sociais, de rostos conhecidos que não significam mais nada. Abri mão de lembrar passados felizes por não acrescentar no meu presente; abri mão de construir motivos para permanecer no mesmo lugar, abri mão de justificar fatos por continuar ali parada esperando que algo aconteça. Eu abri mão de tudo! Preferi queimar-me, do que ser apenas um pavio qualquer a ser acendido quando bem entender por alguém que já não faz nenhum sentido pra mim. Drama? Talvez. Mas no conceito drama não cabe verdades e afirmações portanto acho que estou além disso!!  E com a morte, vem o período de luto, de achar que não haverá mais esperança, nem felicidade. Vem o cinza permear a vida e tudo ficar sem graça. Com a morte vem as lágrimas, o choro silencioso, as repetidas cenas felizes que viram um filme na mente. Com a morte, vem a dor da perda, a dor de nunca mais poder tocar, sentir, sorrir no mesmo intuito, no mesmo sentido, com as mesmas pessoas… Mas também com a morte, vem a chance de renascer, de ser melhor, de ir além de viver de novo em novos patamares, formando novas diretrizes, vivenciando novas experiências.. Com a morte vem a chance de ser feliz, de tentar de novo… E agora eu estou feliz, feliz com o inesperado, com o desconhecido, feliz em poder tentar esquecer o que me ocorreu e como morri, feliz em poder existir sem sombras, sem magoas, sem dores, feliz em tentar…

BekiGirl

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