Todos.

“zeros and ones…”

Quando eu me dispus a falar de você, já cheguei aos papéis com lágrimas nos olhos. Nunca soube ao certo definir meus sentimentos e talvez seja confuso explicar o motivo de querer chorar logo agora, depois de tudo, em meio ao nada.
A saudade aperta, como quem quer tirar um espinho bem enterrado, que no final só sabe sangrar e sangrar… A saudade sufoca como uma clausura infinita, onde não há a famosa luz no fim do túnel e o que resta é a escuridão e imagens de um filme silencioso e melancólico, como a cor cinza dos teus olhos que tanto me observaram.
Hoje não sei por onde anda, se me lês, me vês ou me procura; já não sinto sua presença e nem procuro no quarto desarrumado vestígios de você. Não sei se seus passos continuam confusos, tortuosos e todo aquele amor que tinha por mim continua aí dentro intacto dentro do teu peito de aço.
Nunca fiz questão de ti manter perto de mim, e sempre confidenciei a quem quisesse ouvir o quanto era assombroso sua presença em mim, uma presença sem permissão e ás vezes até intrusa demais pra vida piegas da qual eu tenho. Não dei o braço a torcer e quando eu menos esperava você aparecia e sumia como um vendaval num dia nublado, não sabe se chove, não sabe se fica, inerte. Cheguei a mentir pra mim mesma que você não significava nada, e a preocupação em saber por onde andava teus passos crescia com o acelerar do meu coração ao perceber você aqui de novo.
E as palavras que saiam de você foram sempre as mesmas, junto do teu medo inexplicável de que eu pudesse me enjoar de uma alma tão indecifrável e necessária como a sua. Talvez era fogo e gelo e toda essa sensação que nos envolvia, vinha pra mostrar que podia dar certo, que podia ser assustador e podia causar êxtase. Não sei. Novamente não sei definir, descrever só consigo sentir, e esse sentir não me apetece mais. Da última vez, fui grossa, estúpida mas cansada de tantos desencontros, de tanta confusão de tanto medo; cansada de tanto mistério e de não me deixar aproximar, como aproximas de mim quando bem entende. Ás vezes, na vida, não precisamos conhecer, entender os outros pra silenciosamente aceitar de coração aberto o que tiver de vir, e que venham vendavais, sóis, chuvas e sangue que muitas vezes a força tá entre o elo criado, o carinho trocado e os segredos confidenciados…
Eu sei que me observas, que em silencio me deseja, e que dito por não dito me amas. Mas porque desta distância que nos destrói?! Saudade das palavras, do silencio, das ironias, saudade das mentiras, do medo; saudade da presença, da melodia, da expectativa. Saudade de você!

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