Todos.

Senti dentro de mim um desejo interminável de escrever, e não digo que sobre você, mas talvez pra você!! Costumamos nos apegar rápido à pessoas que são cativantes por natureza, e entende-se que cativantes não são de cara pessoas boas para convivência, para dividir um vida junto, talvez apenas para um papo casual; calma não estou dizendo que elas são más, mas são pessoas que como tantas outras são capazes de mentir e se sobressair encima de alguém. Ok, eu assumo que você foi além disso, e não dos desprazeres de ter te conhecido, mas sim do prazeres que a vida pôde nos oferecer! Sei que como tantos outros textos escritos aqui, esse não passará pra frente e me reconforta saber que talvez você nunca saiba verdadeiramente a importância que tem minha vida. Reconforta porque aprendemos o dia o inteiro, que hoje em dia, não se é possível se dar ao luxo de “amar”, “gostar de verdade” de alguém, pelo simples fato que isso é considerado, agora, fraqueza. E assumo, sou frágil, fraca e não me julgo ruim por isso, pelo contrário admiro por haver ainda dentro de mim alguém que goste intensamente quando deveria estar aos prantos por tudo que já passou e ouviu. Não, não estou contradizendo o que disse no texto anterior, eu odeio isso, odeio essa fragilidade, primeiro porque não sei lidar com ela, segundo porque sei que as pessoas não conseguem valorizar, terceiro, bom terceiro porque convenhamos dá mesmo pra ser fraca onde todo mundo só te apedreja?! Num mundo de fingimentos, em primeiro lugar, tenho que fingir o dobro pra conseguir ao menos “sobreviver” e essa “sobrevida” tem que ter resultados, afinal vivemos numa sociedade não é mesmo? E a sociedade quer o que da gente? Bem todo nós sabemos afinal…não preciso indagar sobre o que esperam de nós (nós, indivíduos; não eu e você como pôde perceber).

Tá vendo como as coisas são?! Podia muito bem só falar de você, mas existe um mundo em volta que não me deixa esfriar a cabeça e colocar tudo que eu sinto aqui dentro; talvez porque sinta demais ou  talvez, porque não sinta nada!! Quando conhecemos alguém nunca pensamos ao certo o que a pessoa irá nos oferecer, ( olha só a vida feita de trocas interruptas). Não sabemos quantas histórias nossos olhares irão dividir, e quantas risadas e choros iremos passar; apenas conhecemos e deixamos a vida caminhar e traçar o rumo que tende a ser.  Não foi diferente conosco, deixamos a vida traçar e olha só onde viemos parar, no meu desfiladeiro… Me jogo? Ou jogo você? Não sei. Parece difícil assumir quando nos dói, e essa dor nos faz querer ainda mais, talvez seja mesmo sadomasoquista onde tem que haver dor pra valer a pena, pra ter significado ou no final virar minha inspiração! Hoje olhando pro céu fiquei vagueando e deixando minha memória me pregar uma peça, me fazendo lembrar de filosofias antigas: “Talvez eu seja mesmo, um cristal que pega o pior das pessoas, suga, guarda e transforma..” – e sabe, a vida vai passando e quanto mais penso, mais bato nessa mesma conclusão, como se ela quisesse enfim dizer – “não adianta fugir, você é feita pra ser assim” – talvez eu seja, cara amiga, talvez eu seja exatamente assim… Depois disso passei a observar que sempre conheci o lado pior das pessoas, e não pior de maldade; mas pior de tristezas, medos, confusões! É indescritível quantas pessoas ao me ver simplesmente descansam seu coração e se abrem e gritam aos quantos ventos todas as dores que as corroem; o que um cristal faz frente à uma energia negativa? Suga. E começa-se o processo de inversão, tudo que era bom saí para que outra pessoa possa usufruir, tudo que é ruim entra para que  metamorfose possa fazer sua parte! Eis me aqui, a metamorfose ambulante (nada poético, nada analógico, é cru e dolorido). Sim, deveria ser a beleza da vida, ser assim, mas acredite em mim, dói e dói de duas formas distintas, a primeira de enxergar um coração confuso, pisoteado, dolorido e não fazer nada; a segunda é fazer e toda aquela carga energética pesada sombrear teu coração sabendo que não terá ninguém pra te abraçar na esquina seguinte… Ao passar dos anos, essas cargas vão tomando conta, ajeitando-se dentro de você; não faz tanto mal como da primeira vez, seu organismo já se habituou à receber, à estocar, à conviver… você, já habituou a sorrir quando seu interior permanecia silenciosamente no caos!! No breve permear, você acostuma, sempre acostuma… E o que tem haver com nós? – Sei que seu caos está no fim, sei que as confusões foram sanadas, sei que algo em você foi restaurado e as coisas voltaram a fazer sentido, a tomar um rumo, a seguir o caminho, caminho do qual eu não acredito mais fazer parte. O que é cruel, porque mais uma vez aprendi a conviver, à gostar, a querer estar perto e fazer sorrir. Mais uma vez me doei, de corpo e alma, mais uma vez …  Sei que não é nada concreto, mas com o passar dos minutos vejo-o indo e não olhando pra trás. Vejo direções opostas e aqui dentro coube o medo, a desconfiança a dor.. enfim, a dor!

 

 

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